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Sexta-feira, 1 de Maio de 2009
RESULTADO E RECONHECIMENTO MBV2009
Sábado, 25 de Abril de 2009
#MBV2009 = Blogagem Voluntária => “O efeito positivo do Twitter: criação coletiva e colaborativa”
Profª Cristiana Passinato
Coordenadora do site Pesquisas de Química
http://pesquisasdequimica.com
Veja nossas atividades:
http://tweetfeed.com/
cel: 21 9692-9493
msn: crispassinato@terra.com.br
skype: crispassinato
gtalk: crispassinato3@gmail.com
Quinta-feira, 16 de Abril de 2009
petição on line sobre pedido ao congresso de ensino de conceitos básicos de cidadania nas escolas
Link:http://twitter.com/crispassinato/status/1535716668Cris,
trata-se de um manifesto exigindo que o ensino do Direito exista desde o primeiro grau. Somente assim, conhecendo os seus direitos, o POVO poderá exercer a sua cidadania. Em conseqüência teremos uma sociedade melhor no futuro.
http://www.petitiononline.com/DPOVO/petition.html
Valeu.
Leonardo C Moraes
http://twitter.com/direitodopovo
http://blog.direitodopovo.com.br
www.direitodopovo.com.br
Sábado, 4 de Abril de 2009
DESAFIO FILOSÓFICO PROS BLOGUEIROS E ESTUDANTES DE PLANTÃO E MEUS AMIGOS:
Se vc ficasse rico hoje, agora, amanhã e em curto e longo prazo quais seriam seus projetos, desejos e o que vc faria com dinheiro?
Aguardo os comentários de vcs!
Sábado, 2 de Agosto de 2008
Chegada e Lançamento do meu livro: Ebulições
Sábado, 2 de Agosto de 2008
Lançamentos, chegada e venda do livro...

Vendas: Informe-se sobre através do e-mail ebulicoes@pesquisasdequimica.com e o preço do livro é R$ 14,90, você pode efetuar o seu pedido através desse site: Blog do Livro Ebulições, através do e-mail, efetuando apenas um depósito e remetendo o seu compravante, remeteremos o seu livro (o frete não está incluso, então, depende do local onde reside, teremos que averiguar segundo seu CEP quais as despesas de envio via Correios de seu exemplar, ok?)
- Há de se confirmar se dia 22 ou 23 de agosto, às 20 h, teremos nosso encontro pra lançamento com leitura a também ser confirmada de um dos poemas do livro, por Bianca Lyrio, no Centro Cultural Suassuna, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
- Estamos confirmando também o lançamento para final de agosto ou início de setembro na Faculdade Souza Marques, em Cascadura, Rio de Janeiro.
- Confirmada, mas ainda sob confirmação de data em setembro, do lançamento através de participação do programa de rádio, em Bauru, Conexões 96, com Pe Beto, na Rádio 96 FM de Bauru, SP, para todo o Brasil e Mundo, através também da internet, num domingo, de 22 às 0 h, com muita Filosofia, um papo cabeça e reflexões, num barzinho descontraído ambientalizado através das ondas do rádio... Não percam, e aguardem mais notícias!
Profª Cristiana Passinato
Apresentação (Espaço Empresarial):
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Aulas particulares de Química, Física e Matemática.
Tels: 9692-9493, 3158-9511 e 2417-2958.
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Terça-feira, 8 de Julho de 2008
Salve Ingrid Betancourt
© artimanha.net 2007
Profª Cristiana Passinato
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"A fé sem ação é morta" (Ir. Kelly Patrícia citando palavras de Jesus Cristo - Comunidade Católica Mariana HESED)
Sábado, 5 de Julho de 2008
Novidades e desabafos
Confirmado, só a data a ser definida:
Conexões 96 com Padre Beto, quando marcarmos e tivermos data correta, passo todas as coordenadas, pois o mundo pode ouvir pela internet o programa mais charmoso transmitido por Bauru e Região, pela principal FM da cidade: 96 FM de Bauru!
SÓ O FUTURO DIRÁ O QUE NOS AGUARDA ESSE LANÇAMENTO!
A lutadora aqui, está ainda com pendências na sua vida acadêmica que a levam a lutar pela sobrevivência dessa forma abaixo e peço que ajudem na divulgação:
Leia aqui:
http://www.quebarato.com.br/classif
O sucesso de mais de 100 mil visitas do PESQUIS
serv
precisamos de participantes, ou seja, estou recrutando estudantes de graduação a partir de terceiro período, profissionais já formados para trabalho, por hora voluntário de manutenção, suporte e confecção de material didático do site pesquisas de química.
entre em contato através do e-mail para maiores informações: equipe@pesquisadequimica.com
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CORRUPÇÃO DO DIA-A-DIA
Detesto gente desonesta.
A corrupção começa nesses pequenos atos, o que custava essa criatura me avisar e devolver minha nota de 100 reais?
E a ingênua ainda deu os 10 centavos pra não precisar de troco e auxiliar a "pobre" da moça que trabalha de trocadora.
Um abraço,
--
Profª Cristiana Passinato
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Domingo, 15 de Junho de 2008
Minha participação no Conexões 96 com Padre Beto (Bauru)
Andei por um tempo pensando demais em pessoas que não valiam muito a pena, ou que pra mim valiam e que por acaso hoje vejo que não valem mais por me terem decepcionado, o que me ocupa o pensamento hoje é a educação on line, no meu site, com tantos jovens (mais de 55 mil me 1 mês) buscando conhecimento, saber, auxílio na internet.
O que me ocupa o pensamento é o fato da mídia estar destacando exemplos ruins e não bons e o que fazer pra convencer às pessoas que valores precisam ser levados a sério e que o mundo não pode ser uma anarquia e uma festa, a vida é difícil, sim, porém temos que saber levá-la da melhor maneira trocar o máximo de amores, saberes, conheceres e sentimentos possíveis para que essa passagem valha realmente a pena.
Penso no que repassar de importante pra gerações que estão tão sem parâmetros.
Penso no cenário político de nosso país que só nos demonstra que a troca de interesse, que a busca desenfreada pelo poder é realmente enojante, pois parece que vale tudo, como o poeta Cazuza dizia: "Não me convidaram pra essa festa pobre"... "Brasil, mostra a tua cara" que, segundo Renato Russo, ele fez com inveja de "Que País é esse" do grupo Legião Urbana. E que ironia que quem tanto prometeu mudar algo, fez tudo igualzinho e até pior, isso que entristesse e faz que a esperança fique parecendo distante do nosso pensar.
É isso Padre que vem ocupando muito mais meu pensamento que pessoas que nos desgastam com egoísmos e olhares pra si mesmos, sem se moldar ou olhar pro outro pelo menos um centímetro que seja além do seu próprio umbigo.
Sábado, 24 de Maio de 2008
Um texto com uma crônica em complemento

FELICIDADE CLANDESTINA
Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade".
Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim um tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E, completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança de alegria: eu não vivia, nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.
Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono da livraria era tranqüilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.
Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.
Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!
E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.
Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.
Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre ia ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.
Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.
Clarice Lispector. In: "Felicidade Clandestina" - Ed. Rocco - Rio de Janeiro, 1998
http://www.beatrix.pro.br/literatura/feliclandconto.htm
Pois é, o que é um texto, isolado, sem contexto?
O que é um texto sem a sua interpretação, o que está nas entrelinhas e no subtexto?
Pois bem, estava eu, em uma de minhas aulas do período retrasado de Produção Textual da Profª Patrícia Teles e ela trouxe esse texto, fez uma roda e nos fez trabalhá-lo em conjunto, ela nos deu um tesouro, pelo menos pra mim.
Eu costumo aproveitar ao máximo as minhas aulas, aproveitar pra minha vida.
E nem só essa, mas muitos dos nossos encontros foram proveitosos, e ficamos até amigas, nós alunas, eu e algumas colegas e ela.
Aliás, ela foi super legal num momento em que tive uma crise feia nervosa na faculdade, mas isso é detalhe, ela realmente demonstrou ser uma pessoa legal e que nos queria trazer muito mais que só ensinamentos e tarefas em sala e fora dela.
Enfim, não foi bem da Patrícia que quis abrir o parênteses pra essa crônica, apesar de ser grata por conhecer tal texto através dela, não é o centro do que quero trazer e falar.
Eu me identifiquei muito com a situação.
Quantas vezes não me deparei com a minha felicidade irreal e clandestina?
Não sei se é um mal comum, se muitos cometeram esse mesmo erro, mas sempre manter um motivo aceso pra chamar atenção ou então chegar perto de alguém, nunca fechar um determinado ciclo pela felicidade virtual de que conseguiu uma migalhinha de atenção em resposta, em retorno e muitas vezes não era nada disso, só era um retorno?
Pois é, quantas vezes nos iludimos com tal vivência, ilusão, fantasia?
Apegados aos momentos em que estamos na iminência de conseguir algo e às vezes se conseguimos, a felicidade ou prazer nem é tão grande, até ficamos tristes, pois acabou.
Já pensaram nessa possibilidade?
Que quando lutamos, brigamos por algum objetivo, muitas vezes somos vidrados no caminho e nas dificuldades e se fosse fácil não teria graça, pois conseguiríamos muito rápido?
O que mais dá prazer é a chegada ou a corrida?
Mas até onde essa corrida é saudável, é prazerosa e nos faz bem?
Chega um momento que temos que assumir e fechar, findar ciclos e conseguir o que realmente queríamos.
Já perceberam que em muitas lutas começamos buscar um foco, os caminhos nos levaram pra outros caminhos e tentamos focar naquele anterior, mas não era bem aquilo que deveria ser feito e os sinais demonstram e não seguimos, desviamos e quando vemos não é mais nada daquilo que buscamos é outra coisa sem nem saber?
Quantas vezes solicitamos pessoas por um motivo, mas na realidade queríamos atenção por outros e no meio do caminho a coisa desvia e o contato se vicia até se desgastar pela falta de foco, objetividade e perdemos a nitidez deonde queríamos chegar?
Isso é ao mesmo tempo perigoso quanto doloroso.
Precisamos perder a mania de querermos as migalhas das felicidades clandestinas e buscarmos felicidades cada dia mais reais, não é verdade?

























