Hoje pela manhã eu e o Luck fomos à padaria, açougue e quitanda. No caminho encontramos um casal de maritacas aflitas. Elas voavam de um lado para o outro, sobretudo gritavam como se precisassem chamar a atenção. O Luck cheirava o chão e eu simplesmente o observava. De repente surge no asfalto um ponto verde andante. Tratava-se de um filhote, molhado, solitário, indefeso, aflito como seus pais. Pobrezinho filhote olhava para o Luck como se estivesse na frente de um tubarão faminto, mas seu olhar para mim era de socorro! No momento pensei em algumas opções como: vou colocá-lo dentro da sacola de compras e voltar para casa, mas já andei bem um quilômetro e voltar está longe; outra opção, vou parar o automóvel que se aproxima, mas não seria perigoso? E se for uma pessoa do mal? Num impulso e sem pensar mais nada toquei a campainha da casa. Um homem grita: ___Quem é? Respondo: ____Sou eu, preciso de sua ajuda para salvar um filhote de maritaca! O portão branco se abre e parecia tão grande e eis que um homem sem camisas e com um cigarro na boca prontamente foi ao encontro do pequeno pássaro. Apalpou-o, levou uma bicada, mas não teve ressentimentos e não desistiu do resgate rsrs...Luck foi para cima do pobrezinho, mas acho que ele também queria ajudar. O casal de maritacas, seus pais, voaram. Espero que eles entendam. Será que interferimos na natureza? Será que fomos inconvenientes ou salvadores anônimos? Como será que está o pontinho verde agora? Sinto tanto tê-lo separado de seus pais.....